A Hospedeira, por Stephenie Meyer

Eu sei o que você está pensando: um livro da Stephanie Meyer? A mesma escritora responsável pela saga Crepúsculo? É sim. Bem isso.

Lendo “A Hospedeira“, no entanto, é difícil acreditar que os livros foram escritos pela mesma pessoa. Meyer criou um universo muito mais complexo e fantástico nessa obra.

É fácil se perder nas histórias de Peregrina, se apaixonar por Ian e Jared, sofrer por Melanie, rir com Tio Jeb e se compadecer de Walter.

Nosso planeta está sob ataque: seres humanos estão sendo dominados por alienígenas invasores que se hospedam nos seus corpos. A aparência permanece a mesma, porém as ‘Almas’, como são chamadas, é que habitam os corpos. As Almas são seres dóceis, incapazes de violência, mentira e crueldade. Na Terra, têm a missão de retornar o planeta para um ambiente tranquilo e em harmonia.

Melanie Stryker é uma das últimas humanas a resistir à invasão. Com Jamie, seu irmão mais novo, e o namorado Jared, sobrevivem na calada da noite, roubando comida e o que mais for necessário. Em uma das incursões, Melanie é capturada e Peregrina, uma alma que já visitou mais planetas do que todas as outras almas, é inserida em seu corpo.

Por saber o que estava por vir, Melanie permanece, resiste e se recusa a desaparecer, como acontece com a maioria dos humanos. As duas, humana e alienígena, têm de aprender a conviver em um só corpo.

Com muito esforço, Melanie e Peregrina atravessam o deserto para chegar à um refúgio construído por Tio Jeb. Lá, passam por mais privações, enquanto tentam ser aceitas e sobreviver num local onde a maioria as odeia. Peregrina ainda tem de aprender a lidar com uma variedade de sentimentos e emoções dos quais só os humanos são capazes.

Você é a criatura mais nobre e pura que já conheci. O universo será um lugar mais negro sem você.

Meyer explora cada sentimento possível e os coloca sob análise. Entendemos com a Alma a complexidade da natureza humana, a bagunça de emoções enquanto ela tenta decifrar onde se encaixa nessa nova ordem mundial. Peregrina é uma personagem forte e ao mesmo tempo extremamente sensível. É difícil pensar em quem não se encantaria por ela.

O livro, em grande parte, foca-se no romance entre Melanie e Jared e Peregrina e Ian, que vai além de superficialidade e aparências. O amor em todas as suas formas e peculiaridades é o centro da obra.

Em tantos milênios, os humanos nunca entenderam o amor. Quanto é físico, quanto está na mente? Quanto é acidente e quanto é destino? Por que casamentos perfeitos se desintegram e casais impossíveis prosperam? Não sei as respostas nem um pouco mais que eles. O amor simplesmente está onde está.

Os personagens é que são motivo maior para ler e reler a obra inúmeras vezes. Ao contrário do que fez em Crepúsculo, a autora criou personagens com histórias ricas e personalidades excêntricas e reais. É impossível não se apaixonar por cada um, mesmo quando um deles faz algo extremamente irritante.

Além disso, Meyer criou histórias incríveis para cada um dos planetas pelos quais a personagem principal passou. A enormidade das descrições de cada planeta e cada história e cada personagem e cada local, fazem com que seja muito fácil criar uma imagem e mergulhar nela enquanto lê.

Esse é um livro pra quem ama Crepúsculo e pra quem odeia e pra quem nunca leu. É pra quem adora ficção cientifica e pra quem adora romance.

O livro foi adaptado para filme em 2013, e peca na hora de explorar a obra. Os personagens parecem mais rasos e muita coisa fica de fora. A atriz que interpreta Melanie e Peregrina, no entanto, captura boa parte da complexidade da dupla.

Talvez não pudesse haver felicidade neste planeta sem um peso igual de dor quedeixasse tudo equilibrado em alguma balança desconhecida

E você, concorda com a minha resenha? Tem opiniões diferentes? A caixa de cometários está aí embaixo pra isso. Nós vamos adorar ouvir a sua opinião!

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