O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris

Quem me conhece bem sabe o quanto sou fascinada por livros com contexto histórico, principalmente relacionados à Segunda Guerra Mundial.

Esse livro me ganhou de uma maneira tão profunda que até hoje não me recuperei dessa história impactante. Não é à toa que o li em poucas horas: é simplesmente IMPOSSÍVEL parar a leitura depois que iniciamos a primeira página.

Baseado em um eventos reais, a leitura é bem emocionante:

O jovem Lale Sokolov não fazia a mínima idéia da maldade que presenciaria naquele abril de 1942, quando “despachado” com vários outros homens em um trem. Mal sabia ele que os próximos meses marcariam a sua vida para sempre, no auge de seus 24 anos.

Naquela época, toda família judia que não entregasse filhos maiores de 18 anos para trabalhar para o governo alemão sofria consequências drásticas. O nosso protagonista e herói toma a decisão por si só.

Lale testemunhou um ato inimaginável. Ele se levanta sem firmeza, de pé no limiar do inferno, com uma confusão de sentimentos em ebulição dentro dele.

Ao chegar em Auschwitz, logo começa a vivenciar a frieza dos oficias nazistas da SS. Por ter conhecimento da língua alemã, compreende que ir contra quaisquer ordens dos oficias resultaria em uma morte dolorosa. Com a exploração de mão de obra judia e soldados russos, é contruído um enorme campo de concentração, que ficaria conhecido para sempre por suas atrocidades.

Tristeza, saudade, agonia e fome; tudo isso assombrava esse lugar. Lale logo foi incumbido de “tatuar” o número de série de quem chegava nessa prisão. É assim que ele acaba conhecendo Gita, uma moça judia que faz com que ele sinta o coração parar por um momento quando a vê.

Ele força um breve sorriso. Ela retribui com um mais discreto. Mas os olhos dela dançam diante dele. Olhando para eles, o coração de Lale parece, ao mesmo tempo, parar e começar a bater pela primeira vez, forte, quase ameaçando pular para fora do peito.

Parece um cenário improvável para falar de amor, não? Mas sim, houve amor. Houve MUITO amor. Gita acaba desafiando os oficiais alemães com nosso protagonista para viver esse romance.

Inúmeras vidas foram poupadas e salvas graças à coragem de Lale Sokolov. Ele tentava, de todas as formas, ajudar quem pudesse, mesmo que isso significasse sofrer nas mãos dos oficiais.

Toda pessoa desacreditada do amor deveria ler esse livro. Todo mundo que tem um coração ou que desiste fácil, que no primeiro obstáculo já pensa em abrir mão de tudo… Eu nunca me vi tão dentro de Auschwitz como me vi enquanto lia esse livro. E sim, vocês irão precisar de uma caixa de lenços.

Lale inclina-se para beijá-la, seu coração carregado de amor e tristeza.

Vale ressaltar que a autora Heather Morris tem uma maneira de escrever simplesmente maravilhosa, e o livro conta com um apêndice recheado de informações históricas, sobre personagens que ela usou para compor o romance e quem foram de fato.

O Tatuador de Auschwitz é sem dúvida, um dos melhores livros que eu li na vida. 

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4 Comentários

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Bela resenha, Livinha. Vou ler esse livro assim que puder.
Parabéns e boa sorte nesse seu trabalho, espero que você seja muito feliz nele (boa você já é)

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