Simplesmente o Paraíso, de Julia Quinn

Simplesmente O Paraíso é o primeiro de quatro volumes da coleção “Quarteto Smythe-Smith”. Já conhecemos um pouco sobre os recitais anuais desastrosos das primas na série “Os Bridgertons”, primeira saga de Julia Quinn. 

Finalmente conhecemos uma das “musicistas” nesta série, e é impossível ficar com vergonha pelas meninas que são obrigadas a tocar no quarteto. Afinal, elas sabem que são péssimas e que estão assolando o bom nome da música ao tocar, mas até que se casem, as Smythe-Smith têm que participar.

As pessoas viam o que esperavam ver – essa era uma das verdades mais básicas da vida.

Marcus Holroyd, o lorde de Chatteris, é o melhor amigo de Daniel Smythe-Smith, irmão mais velho de Honoria, nossa protagonista. É ele que conhecemos primeiro no livro, e é impossível não se compadecer do menino solitário que ele foi antes de conhecer Daniel no Eton College, onde os dois estudaram.

Como ficaria sozinho se retornasse à casa de sua família, Marcus aceitava o convite de passar suas férias na casa de Daniel todos os anos.

Marcus passara a vida toda ansiando por uma família. Será que algum dia percebera que a família dela já era dele também?

Quando Daniel é forçado a entrar em exílio por causa de um duelo, ele pede ao amigo que cuide de sua irmã e garanta que ela não se envolva com homens inadequados. Marcus mantém a promessa e afasta três ou quatro pretendentes sem que Honoria saiba.

Quando lorde Chatteris cai doente e Honoria faz questão de garantir que ele se recupere logo, as coisas começam a mudar. Marcus gosta da atenção e cuidados dela, e ela percebe que não o vê como um irmão.

É interessante ver Marcus e Honoria interagindo. A familiaridade dos dois faz com que as conversas sejam leves e cheias de implicações, como só duas pessoas que se conhecem a anos podem ter.

Eu o amo. Nada poderia ter sido mais espantoso e, ao mesmo tempo, mais simples e verdadeiro. (…) Ela o amava. Sempre o amaria. Isso fazia tanto sentido… Quem não amaria Marcus Holroyd?

Julia Quinn tem um talento poderoso para criar e descrever mulheres fortes e cheias de personalidade. Honoria pode estar “desesperada para casar”, mas ela é forte em todos os sentidos, especialmente determinada quanto às pessoas que ama.

“Ele se adiantou outro passo. O coração de Marcus batia disparado e algo dentro deu ardeu, ávido. Naquele momento, se havia mais alguma coisa no mundo além de Honória, além dele… desconhecia.

Gosto particularmente das partes em que vemos a perspectiva de Marcus. É tão bem humorado e leve, mesmo quando ele só está semi-consciente. E é comovente ver como ele enxerga Honoria e como seus sentimentos por ela florescem e ficam mais fortes com o passar dos dias.

Marcus e Honoria se tornam tolos apaixonados. Cada um teme a rejeição do outro, enquanto ansiando pelo toque, por uma palavra de amor que alimente suas esperanças.

Simplesmente O Paraíso é sobre descobrir o amor em quem menos se espera, correr riscos e se entregar à paixão.

Marcus sorriu para Honoria, e parecia tão contente, tão despreocupado que fez o coração dela bater alegre. Como era estranho, e ainda assim esplêndido, que a felicidade dela pudesse depender tanto da felicidade de outra pessoa.

O que você achou do primeiro volume da saga Smythe-Smith? Se apaixonou por Marcus? Ou por Honoria? Conta aqui, a gente quer saber!

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